No artigo “CAR-T in resource-limited regions”, publicado na revista Blood Global Hematology, os cientistas da USP Camila Derminio, Diego Villa Clé e Rodrigo Calado tratam sobre os desafios para a implementação da terapia com células T modificadas por receptor de antígeno quimérico (CAR-T) em regiões com recursos limitados, como o Brasil.
O artigo destaca as barreiras centrais para o acesso a essa terapia que vem revolucionando o tratamento de neoplasias hematológicas: custo e reembolso, marcos regulatórios, logística de fabricação e infraestrutura clínica. Embora países como Brasil, Índia e Turquia tenham desenvolvido programas acadêmicos de baixo custo, a ausência de financiamento público, a dependência de insumos importados e a escassez de centros preparados ainda restringem a expansão.
Além disso, os autores ressaltam que iniciativas acadêmicas locais, como a conduzida pelo Hemocentro de Ribeirão Preto em parceria com o Instituto Butantan, demonstram a viabilidade de modelos alternativos de produção e aplicação da terapia. Esses programas não apenas reduzem custos em comparação às versões comerciais, mas também fortalecem a autonomia científica e tecnológica nacional. A expectativa é que, com apoio regulatório e financiamento público, tais iniciativas possam ser incorporadas ao Sistema Único de Saúde (SUS), ampliando o acesso e diminuindo desigualdades regionais no tratamento de pacientes com neoplasias hematológicas.
Leia o artigo completo na Blood Global Hematology: CAR-T in resource-limited regions


